segunda-feira, 28 de março de 2011

Congresso em Łódź, Polônia!

Na semana que passou estive em Łódź, Polônia, para a conferência internacional "Meaning, Context & Cognition", na qual apresentei um pouco do trabalho que venho desenvolvendo no doutorado. Para quem se interessar, o resumo do meu trabalho está publicado aqui, nas páginas 102 e 103. 

A cidade de Łódź (lê-se /'woodj/  ouça aqui - o significado do nome é "barco") fica bem no centro da Polônia, e possui 26 milhões de pessoas morando lá. Mas não parece. Provavelmente, por causa do frio, as ruas são bem vazias e não há muito tráfego. 

Para chegar lá, saí bem cedo de Budapeste e voei até Varsóvia, de cujo aeroporto, Frederik Chopin, fui de ônibus até a estação central (Dworzec Centralny) para pegar um trem para Łódź. Tudo isso me guiando pelos ótimos mapas e livretos distribuídos no aeroporto. Até aí tudo bem. Quando cheguei na estação central, me perdi, pois ela é constituída de muitas galerias. Quando finalmente achei um balcão para comprar o tíquete para o próximo trem para Łódź, descobri que nenhuma das atendentes falava inglês! A primeira palavra que diziam era "Nie", ou seja, "não", mesmo sem saber o tópico da minha pergunta... Isso também acontece bastante em pequenos estabelecimentos em Budapeste, onde "nem" impera. Talvez seja uma negação coletiva à entrada de estrangeiros nesses países, ou uma forma de tapar o sol com a peneira em relação ao problema do turismo com barreira linguística. Se reclamei da Hungria sobre a questão da língua, a Polônia é infinitamente pior. Pouquíssima gente fala (um pouco) de inglês. Por fim, encontrei um rapaz na estação que foi bem legal e me ajudou a comprar a passagem e me mostrou a plataforma de embarque, já que é impossível adivinhar a informação pelo papel que te vendem na estação. A gente tem que procurar a informação em placas totalmente confusas que estão espalhadas pela estação.



A estação de trem, ainda em Varsóvia.

O senhor em eterna espera em uma das paradas da viagem


Felizmente, consegui chegar sã e salva na cidade, que foi construída no século XIX por judeus, alemães, russos e poloneses. Com a 2ª Guerra Mundial, ela foi devastada, mas não foi tão bem reconstruída como Varsóvia. Há sinais da guerra em muitas partes, e a maioria dos locais tem aparência austera e cinza. Ouvi dizer que o povo da cidade está fazendo um esforço para restaurar muitas partes dela.

Łódź é sede de festivais de cinema, design, fotografia e de quadrinhos - infelizmente, nenhum deles estava acontecendo naquela semana. O que há de mais interessante na cidade é a rua Pjotrkowska, pela qual eu e meus amigos italianos, Yhara e Michele, subimos e descemos tiritando de frio. As fotos a seguir não estão em ordem cronológica; selecionei as mais interessantes relacionadas a essa rua, que é cheia de estátuas, como vocês podem ver.

A famosa rua Pjotrkowska

Uma das pontas da rua

Yhara e Michele, com nosso novo amigo...

Filando uma leitura

No meio da rua há centenas de nomes de pessoas que ajudaram a construir a cidade -
a polícia nos deu uma advertência por tirarmos fotos no meio da rua (onde não passa ninguém!)

Lá?

Arquitetura antiga... 
Para cima e avante - sempre!

Bela pintura!



A calçada da fama de grandes nomes que fazem o cinema polonês

Fachada interessante de um bar

Novamente, a arquitetura anterior à Guerra


Encontramos alguns amigos para bater um papo "caloroso"

Estátuas de diferentes tipos pelas ruas

Estátua em homenagem aos 100 anos da instalação de energia elétrica na cidade.

No próximo post, continuarei falando sobre a minha curta estada em Łódź.  Beijos!

domingo, 20 de março de 2011

Spring time...time...time...

Parodiando a música da Janis Joplin para celebrar a primavera que se aproxima, trago aqui mais algumas fotos da nossa promenade pela cidade (Claro que, na música, ela celebra o verão, mas como esse post é meu, eu comemoro a chegada de uma das estações mais coloridas do jeito que eu quiser! :P ). Ainda na série de fotos sobre o feriado (sim, renderam quase 400 belas fotos), essas são algumas imagens que captamos da cidade, que ficou bem mais colorida nos últimos dias!

Estátua de Mihály Vörösmarty, poeta húngaro do século XIX, 
situada na quadra com nome homônimo.
Estátua no meio da Váci Utca
 Roupas típicas expostas na rua:




Menina vestida com roupa típica
"Flores"




Igreja com arquitetura bastante comum aqui.


Detalhe da torre da igreja

Até agora não vimos de onde saiu o rapaz ali atrás! Hehehe...




Ana "Pé Grande"
Em uma vitrine qualquer.





Ferenciek Tere

Da série "poses para a primavera": paramos em uma rua vazia para fotografar e o resultado ficou bem bacaninha (ideia da Ana, claro!).









1, 2, 3... let's jumpt together?

Depois desse dia, na quinta-feira, a temperatura começou a baixar e o tempo deixou a cidade cinza novamente... MAS foi a primeira chuva de verdade que eu presenciei aqui!!! :)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Café Gerbeaud

No feriado, após passearmos pela cidade e observarmos as demonstrações cívicas, fomos ao famoso Café Gerbeaud, no centro de Pest. Esse é um dos maiores cafés em toda a Europa, mas isso não significa que ele seja caro. O local recebe pessoas de diferentes partes do mundo (o que é possível notar apenas se você prestar a atenção nos falares ao redor), mas é bem fácil fazer um pedido ali. O menu está em inglês e todos os garçons falam essa língua (Viu, Lu, como é importante saber inglês?).
De acordo com o meu guia sobre a cidade, o café tem história: a partir de 1884 (!), o chocolateiro suíço Emil Gerbeaud fez a fama dessa casa de chá barroca, aberta em 1858 (!!). Entre outras iguarias, ele criou bombons recheados com aguardente, o torák com chocolate e muitas receitas com biscoitos. 

A primavera mal chegou e as pessoas estavam loucas pelo sol!

Uma das fachadas do Gerbeaud

Vai um chá aí?


Dia bom demais para um sorvete - reparem na cara de alegria!
E precisa mais pra ficar feliz?
Contrastes...