sábado, 28 de maio de 2011

Tá estressado? Vai para Bratislava!

Há três semanas atrás, tirei um domingo de folga e fui até Bratislava, na Eslováquia. Havia passado uma semana super estressante na pesquisa, e precisava me afastar para desanuviar a cabeça e clarear as ideias. Às vezes, é preciso um afastamento para que possamos ver de fato! (aliás, quantas metáforas em um só parágrafo! Desculpem, mal de linguista!). E quanta diferença fez um dia sem computador, sem metáforas, sem análise de emoções, sem excesso de conversas...

Na estrada para Bratislava -
Será que Don Quijote lutaria com esses gigantes? ;)


Para quem não lembra, até 1993 esse país ainda era Tcheco-Eslováquia, mas com o fim do regime comunista o país dividiu-se em República Tcheca e Eslováquia. Somente quando ocorreu a queda do Muro de Berlin, em 1989, é que os sentimentos ufanistas que haviam sido reprimidos por muito tempo na Europa vieram à tona, e em 1992 a República Eslovaca declarou sua independência, separando-se da República Tcheca somente em janeiro do ano seguinte.

Bratislava é a capital da Eslováquia, e é uma cidade muito acolhedora. Notei isso ao pedir informações: as pessoas são muito amáveis e fazem de tudo para ajudar, mesmo que muitas não consigam falar inglês muito bem.

A cidade é linda! A arquitetura se revela a cada passo:






Palácio Mirbach

Interior do Palácio Mirbach


Esse é o centro da Cidade Antiga, e me lembrou muito a Old Town de Varsóvia.


Restaurantes no meio da rua!







 
 Abaixo, o portão de São Miguel, junto às fortificações da cidade:







Já volto, Budapest!


Esse é o portão da fortificação da cidade, com a torre logo atrás. Foram construídos no século XIII. Parte do portão servia como ponte sobre um canal que passava por debaixo do castelo, datada do século XVII.

A cada passo, um detalhe para ser visto: vejam a tampa deste poço, na Cidade Velha:

Nesse dia, a cidade fervia com o Campeonato Internacional de Hockey. Havia estátuas de jogadores espalhadas por toda a cidade, como as abaixo, e muitas pessoas vestindo as cores de seus países:



 A pedido de mamis, que disse que nunca vê imagens de igrejas por aqui, abaixo está a Igreja Azul (e a vista do lugar já indica o porquê do nome), de estilo gótico. Foi consagrada pelo rei húngaro Ondrej III, que dominava o território eslovaco anteriormente.


Aqui vão mais duas igrejas que vi por lá. Arquiteturas interessantes...

Igreja da Santíssima Trindade



Bratislava é famosa por suas estátuas bem peculiares. Olhem só o que encontrei pelo caminho (clica nas fotos para ver os detalhes):









Monumento na Hviezdoslavovo namestie (square), às margens do Danúbio.

E o que dizer da língua? Juro que um dia eu ainda visito um país que fale inglês!





Em alguns pontos, senti-me de volta ao passado:





Feirinha de souvenires perto do coração da Cidade Velha

Um dos pontos mais interessantes da cidade é o castelo da cidade. É possível vê-lo ainda na chegada à cidade.

Uma subida "leve"; boa para pernas compridas! :P
Um dos portais de entrada do castelo



Em uma das entradas do castelo. Só para contrariar, essa foi a minha saída!


Ponte nova - a última construída no Danúbio.
No alto, há vista panorâmica para a cidade (infelizmente, não tive tempo de ir lá).


Por fim, alguns detalhes finais que me chamaram a atenção:

Caminhada à beira do Danúbio

Ótimo lugar para sentar e ler, pensar, meditar...

Internet para todos!
Tulipas que eu amo! Lindas, lindas, lindas!


No mesmo dia, peguei um ônibus e fui a Devín (lê-se / dêvin /), vilarejo próximo à cidade onde estão as ruínas de um castelo. Mas esse é o tema do próximo post, que este já está comprido demais! ;)

sexta-feira, 20 de maio de 2011


Oi, pessoal!

Recebi algumas mensagens muito queridas pedindo se estava tudo bem, se eu havia abandonado o blog de vez e tals. Sei que ando meio sumida, mas a situação está complicada! Estou trabalhando em um texto sem fim há um tempão (perdi a conta de quantas versões já escrevi!), envolvida em uma pesquisa sobre emoções em diferentes línguas (português, inglês, turco e húngaro), revisão de um livro, parecer de um artigo, um artigo para uma revista e, claro, na escrita da tese (será que esqueci de alguma coisa???). Estou me sentindo o próprio McGyver, tentando achar atalhos e, principalmente, tempo para tanta coisa! 


Por enquanto, fiquem com a minha cara super amigável de quem está adorando trabalhar como se não houvesse amanhã! :P

Amanhã Assim que der, sai um post novinho sobre a minha breve escapada até Bratislava, Eslováquia, em um domingo não tão distante! Aguardem!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Vista privilegiada de Budapeste!

Quando fui à Szent István-bazilika pela primeira vez , o inverno estava no auge e o acesso ao alto da cúpula desse local estava fechado para visitação. Agora, na primavera, o calorzinho está chegando aos poucos e tudo o que a gente não conseguia fazer antes por causa do frio está permitido! 
Lá do alto, é possível ver grande parte de Budapeste, e posso garantir que a visão é de tirar o fôlego! Confiram algumas fotos de lá!

Essa é a Zrinyi utca, rua de pedestres que leva à Basílica

Aí está ela! Vamos subir lá na cúpula do meio!

No caminho, desacatei uma autoridade! Sempre quis fazer isso! :P
Escada em caracol que nos leva até o alto - pernas pra que te quero!

Vista para a parte da frente da Basílica

Uma das quatro torres da Basílica

Vista para a Bajcsy-Zsilinszky út
O belo telhado verde em Art Nouveau (Secessão)
é o prédio da Caixa Econômica do Correio
O Parlamento Húngaro!

Vitor, Josep e Ana, queridos amigos espanhóis!



O Parlamento Húngaro ali atrás!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Magyar Tudományos Akadémia

Essas são duas imagens que fiz da Academia de Ciências Húngara, situada perto da Ponte das Correntes. A arquitetura do prédio, que tem vista privilegiada para o Danúbio, é imperdível!



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sapatos às margens do Danúbio


Bem próximo do Parlamento Húngaro, às margens do Danúbio, construiu-se um monumento que evoca a memória dos judeus vítimas do movimento fascista húngaro. O memorial "Sapatos sobre a margem do Danúbio" é constituído de 60 pares de sapatos em ferro e bronze conforme modelos dos anos 40, e foi erigido como uma forma de manter viva a lembrança das pessoas que foram assassinadas a tiro e jogadas no rio entre 1944 e 1945. Antes de morrerem, os judeus tinham que tirar os sapatos e deixá-los nesse local. Clicando aqui, é possível ter uma vista panorâmica do monumento.




As fotos que se seguem são minhas, com exceção da última. 








Foto de Ana Martínez

terça-feira, 3 de maio de 2011

O lado negro de Budapeste!

Enquanto o mundo assistia ao glamuroso casamento real, eu me preparava para desbravar um outro totalmente diferente, obscuro e assustador... Isso parece o início daqueles livros de terror, cheio de tramas complicadas e histórias interligadas, as quais encerram, invariavelmente, quando o bandido/assassino finalmente é capturado/morto. Mas isso é só porque eu gosto de um  bom drama. Na história de hoje, só tem a parte da obscuridade e um pouquinho de medo, só pra ficar mais emocionante. =)

Ana e alguns dos seus amigos espanhóis (Albert, Josep e Vitor) me chamaram em cima da hora para fazer um tour por dentro de uma caverna em Budapeste. Eu sabia que a cidade era famosa por suas águas termais (não, ainda não consegui ir em nenhuma...), mas não tinha ideia de que essas mesmas águas formavam enormes cavernas subterrâneas que mais parecem um labirinto! Quando Ana mencionou o programa, nem pensei duas vezes.

Fomos ao Parque Nacional Duna-Ipoly, que fica no terceiro distrito de Buda. Chegando lá, recebemos capacetes com lanternas e macacões (o meu, logicamente, ficou mais curto que o dos outros...), breves explicações sobre como seria a nossa rota de exploração, cuidados de segurança e assinamos um termo de responsabilidade pelos riscos que estávamos assumindo.



Tínhamos uma guia, a Titi, que foi mostrando como as cavernas se formaram e as muitas  particularidades de cada uma das cavidades por onde entrávamos. As passagens eram bem estreitas, através das quais tínhamos que nos arrastar ou engatinhar para passar, além de termos que observar muito bem onde pisávamos. Por vezes, cheguei a duvidar se conseguiríamos. 

Houve um momento em que desligamos as lanternas e ficamos sem falar nada... escuridão e silêncio totais! Cheguei a pensar se essa seria a sensação de estar no meio do Nada, do vazio... Incrível!

Foi por buracos como esse que nós passamos...
Buraco abaixo!
Albert

Ana
Josep
Vitor

Nossa guia, Titi.







Esse é um grupo que estava conosco com gente da França, Portugal e Itália 

Não tinha como a lente não ficar bem suja: muita poeira no ar!

Fila indiana para poder passar

Descer foi "tranquilo" perto do que  tivemos que enfrentar depois na escalada de volta 

Cavidade bem estreita
Titi mostrando uma carinha feliz nas pedras ("Wilson" das cavernas).
Grupo dos espanhóis!





Algumas das formações rochosas interessantes:






Nosso grupo - todo o mundo muito sujo!

No final, tínhamos descido a 30 metros de profundidade, e 3 horas  se passaram. Apesar da dor nos braços e nas pernas nos dias que se seguiram, a experiência valeu muito a pena!