segunda-feira, 7 de março de 2011

2 meses em Budapeste!

Hoje completo dois meses nesta cidade linda! O tempo voou! Abri os olhos pela manhã e me dei conta de todas as coisas que aconteceram, de tudo o que produzi, de tudo que já vivi e do quanto mudei nesse período tão curto. No entanto, ainda não conheço metade do que eu ainda quero ver aqui. Espero organizar meu tempo para explorar melhor o lugar! E ainda ouço as pessoas dizerem que devo sair viajando pela Europa como se não houvesse amanhã, pois é "baratinho" (ah, tá...). E o tempo - e o dinheiro - pra isso? Viagem, pra mim, tem que ser bem aproveitada, tem que dar tempo de ver e sentir o lugar, e não fazer aqueles tours correndo e depois sair publicando as fotos com as legendas trocadas...

Mesmo tendo um bom senso de independência, confesso que me perdi bastante aqui, que foi difícil nos primeiros dias, mas é errando que se aprende. E não adianta sentar e chorar porque no frio as lágrimas congelam e a viagem acaba sem nenhum glamour - e com a cara borrada ainda por cima! Aliás, achei uma reportagem bem legal sobre esse tema aqui. Apesar das muitas trapalhadas - como "comprar gato por lebre" às vezes por não conseguir ler em húngaro -, fui me apropriando do lugar e hoje já não dependo mais de mapas para me localizar para ir para os pontos mais relevantes na cidade, não me perco no metrô ou nos ônibus, nem fico comparando as letrinhas dos endereços com nomes esquisitos. Estou mais ágil no supermercado, porque antes eu demorava uma hora para conseguir comprar 3 ou 4 coisinhas (sem ler, é preciso revirar a embalagem em busca de dicas sobre o que vou comprar). Já consigo me fazer entender e me considero proficiente nas "palavras mágicas" de sobrevivência... A comida húngara, que no início era deliciosa, já se tornou comum e, decididamente, não é tão apetitosa assim. Me acostumei a receber a comida com a temperatura variando de morna a fria, mas muitas vezes me pego pensando em como eu adoro quando o prato vem fumegando. Já fiz a minha pasta italiana para as "gurias" algumas vezes aqui, porque eu até posso ser bem resiliente, me adapto muito bem às situações, mas preciso lembrar as minhas raízes de vez em quando. 

Para celebrar esse dia, a Ana nos fez uma surpresa e trouxe o famoso Kürtőskalács, uma especialidade que se originou na Transilvânia (quando essa ainda era território húngaro). É uma massa assada em um cilindro em um tipo de churrasqueira, que pode ter vários sabores, mas o mais comum é o de canela com açúcar. É de lamber os dedos! Coincidentemente, essa foi a primeira coisa que eu comi quando eu cheguei em Budapeste! Thanks, Ana!






:)

Um comentário:

  1. Isso deve ser uma delícia! Adoro conhecer uma culinária diferente! Bjs da Jessica Colvara

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